quinta-feira, 19 de abril de 2012

O MACACO, A FORMIGA E O ELEFANTE



por: Wallace
Era uma vez...num reino muito distante...um macaco, uma formiga e um elefante que discutiam sobre o comando do reino. Porém, a história não começa aqui não. Pelo menos foi o que eu ouvir dizer.


O reino era dividido em três partes: Ing, terras muito férteis do norte; Enter, terras oníricas do baixo rio e Conseir, terras centrais acidentadas. Ing, Conseir e Enter ocupava quase todo o espaço do mundo exceto por uma região bem pequenina lá no pico do mundo que o nome era bem conhecido dos habitantes deste reino.

Neste reino, como já se esperava, um rei macaco aqui reinava. Era uma terra boa, com bons habitantes, criativas colheitas, com boas moradias, enfim...era um bom lugar para se morar. Quando estava tudo bem. Diziam que em outras épocas, Ing, Consier e Enter não tinha rei não. Todos os habitantes viviam em paz e harmonia. Numa vida que tudo era de todos, tudo era coletivo. Imaginem só, Ing, Consier e Enter coletivo, que coisa boa seria, resposta para muitas coisas! Mas isso não faz parte da nossa história, não agora.

Continuando a história, o rei macaco que ali reinava morreu de morte matada. Ninguém disse nada, ninguém ali fez nada. Se espera que algo se manifestasse das terras do Ing, Consier e Enter. Mas nada, só um acumulo de sentimentos guardados e mal resolvidos.

Como era uma monarquia e precisava de um monarca, o príncipe que ali estava, rei agora se tornava. Eduardo Felipo Castilho de Albuquerque Paolo Sifonal de Loiola II era o seu nome. Que nome grande! Vamos chamá-lo pelo seu apelido, como todos o chamavam, Eddy. Eddy era uma boa pessoa, porém muito infantil e mimado. E bota mimado nisto! Sua frase de comando era: “Se Eddy pede, Eddy tem.” Não achem que Eddy era um rei injusto por isto não. Ele até comandava bem o reino das terras de Ing, Consier e Enter, contudo era impaciente e gostava de fazer macacadas. Era um macaco ora essa.

Eddy tinha vários amigos até mesmo fora do reino. Um dia foi dá uma festa para comemorar um ano de seu reinado. (diga-se de passagem, bem conturbado e tenso). Nesta festa todos foram convidados, pessoas de Ing, pessoas de Consier e pessoas de Enter. Mas o novo rei macaco, Eddy aqui chamado, chamou e bem chamado o seu melhor e mais amigo Igor, a formiga. Igor era uma formiga muito esperta e paciente. Fora criado junto com Eddy. Eddy e Igor sempre andavam juntos. Um era o companheiro do outro. Quando Eddy arrumava briga por seu jeitinho impaciente, Igor, diplomático, resolvia rapidinho. Por isso que quando crescido, Igor se tornou o diplomata do reino das terras de Ing, Consier e Enter. Ele era o que fazia contato diplomático com a região pequenina lá no pico do mundo que todos conheciam o nome. Dizem as más línguas das cobras que Igor se vendeu à região pequenina lá no pico do mundo que todos conheciam o nome. Igor não se importava com isto não. Mesmo sendo pequeno e franzino, uma formiga literalmente, Igor tinha controle, percepção das coisas, pensamento rápido para lidar com estes buchichos. O problema era o oposto, quando alguém elogiava Igor. Nossa, Igor, uma formiguinha de uns dois centímetros, se tornava uma formiga de uns dois metros. Inflava de tão cheio que ficava. Enfim, ninguém é perfeito. Por isso eu disse que Eddy e Igor eram um o companheiro do outro. Eddy, o macaco mimado, sabia colocar Igor, a formiga inflada, no seu devido lugar.

A festa no reino das terras de Ing, Consier e Enter havia começado. Todos estavam lá, comemorando e bebendo muito. Eddy, o rei macaco e mimado, era o que mais bebia. O seu bugio era ouvido por todos no salão de festas: “Eddy pode tudo, ele é o melhor”. Pobre Eddy, tanta energia para nada! Igor, a formiga já não inflada, que na festa estava, sempre contia o seu amigo quando ele se exaltava. Ora essa, era também a função do Igor conter o Eddy por gratificação, mas isso era outra história.

No meio da festa, quando todos podres de bêbados dançavam, um convidado não convidado nem tão bem visto por seu nariz empinado chegou à festa. Seu nome era Igor Morales, o elefante. Para não confundimos o Igor formiga do Igor elefante vamos chamar este de o Grande Igor. Ora essa, ele era um elefante.

Grande Igor, o elefante, era um sujeito bem estanho. Não gostava de participar de festas, eventos e até mesmo dos aniversários das crianças. Isso não por causa de seu tamanho, pois o Grande Igor sabia entrar em lugares bem apertadinhos. Era porque para ele tudo era errado e não podia. Sua frase de efeito era essa: “Nãããão pode!”, com todos os as que sua tromba empinada podia dizer. Ah, pobre Grande Igor, era um bom elefante, respeitado por todos no reino por sua ética, porém era tão pudico. Dizem as más línguas das cobras que Grande Igor ficou assim quando criança, ao enfrentar o seu próprio pai, Édipo o pai elefante, ao receber um não ressonante. Quando o interpolava sobre este acontecimento ele dizia: “ É complexo...nãããõ pode”.

Mas voltando a festa... quando o convidado não convidado entrou no salão de festas, todos pararam de uma vez só. Ninguém esperava ele. Não por ser um elefante num salão de festas, mas por ser o Grande Igor, Igor Morales, numa festa. Coisa boa não virá! Coisa boa não veio! No meio do salão na frente de todos o Grade Igor ressoa com sua tromba muito mais empinada: “Nããããão pode. Uma festa para comemorar um reinado de devassidade. Nãããão pode.” Todos acordaram de uma vez só. O efeito do álcool se foi com a entrada das palavras de Grande Igor.

Igor, a formiga diplomática, veio intervir na situação, com sempre fazia, pois era a sua função. Conversa vai, conversa vem, e Igor quase já tinha convencido aquele grande não abulante a repensar na sua ação bem medida. Até que o macaco chegou, melhor dizendo, o rei macaco mimado Eddy chegou. Ai pronto, o angu embananou todo! Eddy dizia que aquele era o reino dele e ninguém poderia dizer nada somente ele: “Eddy quer, Edddy pode”. Já o Grande Igor com sua tromba empinada dizia: “ Nããão pode, bebidas, festas, devassidade, Nããão pode.” E podre do Igor no meio dos dois para mediar o conflito. Imaginem a cena, um macaco num lado no outro um elefante e no meio uma formiga.

Todos assistiam esta discussão até que...

continua... 

2 comentários:

  1. Curiosa para saber a continuação dessa história quase épica! Bjs.

    ResponderExcluir
  2. Eu também viu Maristela ainda mais pelas conexões do texto...
    Muito bom!

    ResponderExcluir