Cafépsi - encontro para estudos psicanalíticos
Um momento de pausa para Psicologia - diálogo, reflexão e uma boa xícara de café.
sábado, 5 de maio de 2012
A CIÊNCIA NÃO É UMA ILUSÃO
"A
ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que
poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar." Sigmund Freud
LACAN - REINVENTAR A PSICANÁLISE
Documentário sobre Jacques Lacan e sua abordagem teórica. O documentário reproduz os principais pontos da teoria lacaniana e sua diferenciação com a proposta atual da psicanálise ortodoxa. Segue abaixo (espanhol):
domingo, 29 de abril de 2012
FILME - O HOMEM DOS RATOS
Filme baseado no caso " O Homem dos Ratos" tratado por Sigmund Freud (1909) sobre neurose obsessiva compulsiva. Freud trata de um jovem que tinha obsessões constantes que surgiram na infância se intensificando nos últimos 4 anos. Ernst Lanzer (O Homem dos ratos) ficava angustiado que algo pudesse ocorrer com sua amada ou com o seu pai (já falecido). Pensamentos de auto-mutilação e fantasias sadomasoquistas preenchiam também o seu quadro neurótico, como por exemplo a ideia de alguém próximo pudesse ser amarrado nu sobre um local o qual contivesse ratos que poderiam escavar o ânus em busca de saída. Segue abaixo o filme-documentário:sábado, 28 de abril de 2012
...TOCAR UMA ALMA HUMANA
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." Jung
ENTREVISTA - FACE TO FACE: JUNG
Entrevista com Carl G. Jung realizada pela BBC em 1959 para o programa Face to Face. Nela conheceremos um pouco mais sobre a vida e obra de Jung e sua perspectiva sobre sobre Psicologia Analítica. Segue abaixo:
quarta-feira, 25 de abril de 2012
FILME - ILHA DAS FLORES
Não fazer ligação entre o desenvolvimento da psique de um indivíduo com as relações sociais é quase impossível. Deveras somos seres socialmente ativos que ao passo que atuamos sobre o meio de modo modificador, somos também modificados por esta atuação. O curta-metragem, Ilha das Flores, escrito e dirigido por Jorge Furtado em 1989, apresenta um contexto em que as relações econômicas são fortes geradoras de alienação social, podendo gerar sua vez, psicopatologias. Segue abaixo o vídeo:
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
O MENINO QUE NÃO SABIA CHORAR
POR:WALLACE
(em homenagem ao nosso amigo Maike do Cafépsi)
(em homenagem ao nosso amigo Maike do Cafépsi)
“Podemos dizer que todas as pessoas
são tristes somente por sua frágil aparência? Que a infelicidade é
o sentimento mais humano que podemos entender? Que todos sofrem de
maneira igual ou que guardam este estado dentro de si por algum
motivo? Eu posso responder um não para as três perguntas, pois eu
conheci alguém que era diferente. Um menino, um menino especial.”
“Num lugar cinza de concreto e
asfalto, onde a chuva constante era a única manifestação da
natureza humana, vivia uma família de três integrantes: o pai, a
mãe e o filho. Digo o pai, a mãe e o filho por não saber outros
termos de uso, pois não sinto que era isto mesmo. Acho que nem laços
consanguíneos possuíam. Mas para a memória da criança que ali
vivia deixo a crença de família a ele, ao menos a crença.”
“Na casa desta família encontra-se
o menino que citei antes. Ele era parecido com outros meninos de sua
idade: baixo, franzino, meio encardido e com o nariz escorrendo.
Nunca fui um bom detalhista com as outras pessoas. Nunca sentir a
necessidade de olhar para os outros. Todos eram meio embaçados por
causa da chuva. Sendo escritor de profissão isto era um problema.
Mas penso que aquele menino era bem parecido comigo quando criança,
por isso da descrição tão pessoal.”
“Mas voltando ao nosso menino que
nem falar falava... Não falava porque falava. Ninguém sabia o
porque disto, mas não era algo comum entre os meninos de sua idade.
Em casa, o pai e a mãe falavam. Falavam num tom baixo quase mudo,
mas falavam. O menino não. O menino só olhava como se o seu olhar
já dissesse tudo. E dizia mesmo. Mas para entender este olhar
necessitava de algo que os outros não tinham acesso. Não sei o que
era, talvez um livro, sei lá. Mas aquele menino dizia tantas coisas
com aqueles olhinhos remelentos. Os seus olhos eram duas questões
buscando respostas. E bota respostas a fornecer aqueles olhinhos. Por
que a calçada era tão pequena e a rua era tão grande se havia mais
pessoas do que carros? Por se dizia as mesmas palavras quando se
encontravam com pessoas diferentes? E por que raios chovia tanto
naquele lugar? Perguntas e mais perguntas que eu não saberia
responder agora.”
“O menino não era pobre, mas era
privado de muitas coisas. Coisas que todos precisam ter naquela idade
para quando se tornasse adulto conseguisse suportar bem a vida. Ele,
um dia, andando pela rua achou uma bicicleta jogada atrás das latas
de lixo. Sentiu algo por aquela bicicleta. Algo que nunca havia
sentindo antes. Uma coisa que fazia a sua respiração diminuir e
fazer doer a sua cabeça. Ele sentia pena da bicicleta. Pena por uma
bicicleta? Sim ora essa. A bicicleta era muito diferente. Não
possuía a corrente, o freio estava quebrado e o aro da roda da
frente estava torto. Só que era uma bicicleta mesmo assim e o menino
pegou-a para si. O menino arrastava aquela bicicleta pela rua todos
os dias quando queria brincar. Todos olhavam aquele menino andando
pela rua com uma bicicleta quebrada. O menino não se importava com
isso. O que incomodava aquele menino era aquela chuva que caia
constantemente deixando a bicicleta cada vez mais pesada. Se eu
conhecesse aquele menino naquela época eu teria comprado uma
bicicleta novinha para ele. Uma vermelha, com aro fino e com quatro
machas. Que mesmo quando ele saísse na chuva a bicicleta estaria
levezinha para andar. Bobagem minha, eu não faria isto. Eu somente
olharia para aquele menino com o mesmo sentimento que tinha ele
quando olhou para bicicleta pela primeira vez.”
“Outra coisa que o menino tinha,
que para muitos era nada, mas para ele era tudo era uma coleção
incompleta de soldadinhos verdes. E com estes soldadinhos o menino
passava horas e horas somente fabulando histórias de tempos antigos
onde a própria palavra dita era desnecessária. Suas histórias eram
curtas, mas com muita profundidade e sentimento como numa epopeia.
Reinava a paz e a tranquilidade para todos os habitantes nas suas
histórias, mesmo faltando muitos personagens para as completar e ter
um verdadeiro final feliz. Os outros não o entendia, pois ele não
falava nenhuma palavra. Os monossílabos que saíam de sua boca
juntos as gotas de chuva que caiam nas telhas das casas pareciam o
encontro de várias notas musicais em plena orquestra sinfônica. Mas
não eram. Eu sei que não eram...”
“Um dia, não sei ao certo o
porque, o menino ganhou um presente de seus pais. Não por ser o seu
aniversário ou por ser Natal, somente ganhou um presente. Ao receber
o presente o menino, imparcialmente, abriu-o e descobriu o que lá
tinha. Era um livro, um grande livro de capa vermelha. Dom Quixote
de la Mancha de Miguel de Cervantes. Os olhos do menino do fosco ao
brilhante em poucos segundos mudava. Logo o menino começou a ler
aquele livro. Não que o menino soubesse ler, como muitos outros
meninos de sua idade. Mas ao passar de páginas, letras capitulares
douradas eram expostas junto com ilustrações belíssimas feitas a
mão. No livro aparecia um homem magricela que sobre o seu cavalo
seguia viagem pelo mundo a fora. E o menino pensou como engraçado
era andar sobre um cavalo de lugar para lugar. E ainda mais como
estranho era aquele mundo ao qual não chovia. Não chovia mesmo.
Chovia não no livro e sim...deixa para lá a história já está
quase no fim mesmo.”
“Um dia, como muita ousadia e
timidez, o menino levou o livro para os pais. Seu gesto não fora tão
bem entendido no começo pelos pais, mas compreenderam depois que era
para o livro ser lido. O pai começou a ler aquele livro... Como
difícil é falar sobre isto! Tem vezes que coisas na vida não
deveriam acontecer. O limiar entre o certo e o errado é pouco
visível e amadurecer de uma vez só é duro e perverso.
Continuando...O pai começou a ler aquele livro dia após dia. O
menino ouvia atenciosamente aquele livro dia após dia com olhos que
já não dizia mais nada. Quando o pai terminou aquele livro, numa
quinta-feira doze dias depois, o menino fechou os olhos de uma única
vez e emitiu um som quase mudo, mas que dava para ser entendido:
'Quando morre alguém que amamos...' O pai não teve reação na
hora. Creio que felicidade misturado com espanto pelo menino ter
falado. O menino saiu dali e foi direto para rua. Na rua não chovia
mais. Mas agora o menino entendia o sentido daquela chuva, pois
aquela chuva não era tão estranha para ele. Não mais. Na verdade,
aquela chuva até parecia um conforto para o menino. A chuva era doce
e limpa. Algo necessário para aquele momento.”
“Só naquele momento que o menino
soube o que era chuva... só naquele momento o menino deixou de ser
menino para se tornar homem... só naquele momento que aquele menino
ser transformou em mim. E aqui estou sobre o seu divã contanto sobre
mim mesmo e minha infância e como agora é difícil para eu lidar
com este mal-estar que é a sociedade. Eu sei o que o senhor vai
dizer...que eu preciso por para fora estes sentimentos...mas eu não
sei como...já não sei mais chorar.”
sábado, 21 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
DOCUMENTÁRIO - A invenção da psicanálise
Documentário que mostra a história da psicanálise. Trazendo entrevistas, fotos e comentários de Elisabeth Roudinesco e Peter Gay. O documentário é apresentado em doze partes. Segue abaixo:
O MACACO, A FORMIGA E O ELEFANTE
por: Wallace
Era uma vez...num reino muito distante...um macaco, uma formiga e um elefante que discutiam sobre o comando do reino. Porém, a história não começa aqui não. Pelo menos foi o que eu ouvir dizer.
O reino era dividido em três partes: Ing, terras muito férteis do norte; Enter, terras oníricas do baixo rio e Conseir, terras centrais acidentadas. Ing, Conseir e Enter ocupava quase todo o espaço do mundo exceto por uma região bem pequenina lá no pico do mundo que o nome era bem conhecido dos habitantes deste reino.
Era uma vez...num reino muito distante...um macaco, uma formiga e um elefante que discutiam sobre o comando do reino. Porém, a história não começa aqui não. Pelo menos foi o que eu ouvir dizer.
O reino era dividido em três partes: Ing, terras muito férteis do norte; Enter, terras oníricas do baixo rio e Conseir, terras centrais acidentadas. Ing, Conseir e Enter ocupava quase todo o espaço do mundo exceto por uma região bem pequenina lá no pico do mundo que o nome era bem conhecido dos habitantes deste reino.
Neste reino, como já se
esperava, um rei macaco aqui reinava. Era uma terra boa, com bons
habitantes, criativas colheitas, com boas moradias, enfim...era um
bom lugar para se morar. Quando estava tudo bem. Diziam que em outras épocas, Ing, Consier e Enter não tinha rei não. Todos os habitantes
viviam em paz e harmonia. Numa vida que tudo era de todos, tudo era
coletivo. Imaginem só, Ing, Consier e Enter coletivo, que coisa boa
seria, resposta para muitas coisas! Mas isso não faz parte da nossa
história, não agora.
Continuando a história,
o rei macaco que ali reinava morreu de morte matada. Ninguém disse
nada, ninguém ali fez nada. Se espera que algo se manifestasse das
terras do Ing, Consier e Enter. Mas nada, só um acumulo de
sentimentos guardados e mal resolvidos.
Como era uma monarquia e
precisava de um monarca, o príncipe que ali estava, rei agora se
tornava. Eduardo Felipo Castilho de Albuquerque Paolo Sifonal de
Loiola II era o seu nome. Que nome grande! Vamos chamá-lo pelo seu
apelido, como todos o chamavam, Eddy. Eddy era uma boa pessoa, porém
muito infantil e mimado. E bota mimado nisto! Sua frase de comando
era: “Se Eddy pede, Eddy tem.” Não achem que Eddy era um rei
injusto por isto não. Ele até comandava bem o reino das terras de
Ing, Consier e Enter, contudo era impaciente e gostava de fazer
macacadas. Era um macaco ora essa.
Eddy tinha vários
amigos até mesmo fora do reino. Um dia foi dá uma festa para
comemorar um ano de seu reinado. (diga-se de passagem, bem conturbado
e tenso). Nesta festa todos foram convidados, pessoas de Ing, pessoas
de Consier e pessoas de Enter. Mas o novo rei macaco, Eddy aqui
chamado, chamou e bem chamado o seu melhor e mais amigo Igor, a
formiga. Igor era uma formiga muito esperta e paciente. Fora criado junto com Eddy. Eddy e Igor sempre andavam juntos. Um era o
companheiro do outro. Quando Eddy arrumava briga por seu jeitinho
impaciente, Igor, diplomático, resolvia rapidinho. Por isso que
quando crescido, Igor se tornou o diplomata do reino das terras de
Ing, Consier e Enter. Ele era o que fazia contato diplomático com a
região pequenina lá no pico do mundo que todos conheciam o nome.
Dizem as más línguas das cobras que Igor se vendeu à região
pequenina lá no pico do mundo que todos conheciam o nome. Igor não
se importava com isto não. Mesmo sendo pequeno e franzino, uma
formiga literalmente, Igor tinha controle, percepção das coisas,
pensamento rápido para lidar com estes buchichos. O problema era o
oposto, quando alguém elogiava Igor. Nossa, Igor, uma formiguinha de
uns dois centímetros, se tornava uma formiga de uns dois metros.
Inflava de tão cheio que ficava. Enfim, ninguém é perfeito. Por
isso eu disse que Eddy e Igor eram um o companheiro do outro. Eddy, o
macaco mimado, sabia colocar Igor, a formiga inflada, no seu devido
lugar.
A festa no reino das
terras de Ing, Consier e Enter havia começado. Todos estavam lá,
comemorando e bebendo muito. Eddy, o rei macaco e mimado, era o que
mais bebia. O seu bugio era ouvido por todos no salão de festas:
“Eddy pode tudo, ele é o melhor”. Pobre Eddy, tanta energia para
nada! Igor, a formiga já não inflada, que na festa estava, sempre
contia o seu amigo quando ele se exaltava. Ora essa, era também a
função do Igor conter o Eddy por gratificação, mas isso era outra
história.
No meio da festa,
quando todos podres de bêbados dançavam, um convidado não
convidado nem tão bem visto por seu nariz empinado chegou à festa.
Seu nome era Igor Morales, o elefante. Para não confundimos o Igor
formiga do Igor elefante vamos chamar este de o Grande Igor. Ora essa, ele era um elefante.
Grande Igor, o elefante,
era um sujeito bem estanho. Não gostava de participar de festas,
eventos e até mesmo dos aniversários das crianças. Isso não por
causa de seu tamanho, pois o Grande Igor sabia entrar em lugares bem
apertadinhos. Era porque para ele tudo era errado e não podia. Sua
frase de efeito era essa: “Nãããão pode!”, com todos os as que
sua tromba empinada podia dizer. Ah, pobre Grande Igor, era um bom
elefante, respeitado por todos no reino por sua ética, porém era
tão pudico. Dizem as más línguas das cobras que Grande Igor ficou
assim quando criança, ao enfrentar o seu próprio pai, Édipo o pai
elefante, ao receber um não ressonante. Quando o interpolava sobre
este acontecimento ele dizia: “ É complexo...nãããõ pode”.
Mas voltando a festa...
quando o convidado não convidado entrou no salão de festas, todos
pararam de uma vez só. Ninguém esperava ele. Não por ser um
elefante num salão de festas, mas por ser o Grande Igor, Igor
Morales, numa festa. Coisa boa não virá! Coisa boa não veio! No
meio do salão na frente de todos o Grade Igor ressoa com sua tromba
muito mais empinada: “Nããããão pode. Uma festa para comemorar
um reinado de devassidade. Nãããão pode.” Todos acordaram de uma
vez só. O efeito do álcool se foi com a entrada das palavras de
Grande Igor.
Igor, a formiga
diplomática, veio intervir na situação, com sempre fazia, pois era
a sua função. Conversa vai, conversa vem, e Igor quase já tinha
convencido aquele grande não abulante a repensar na sua ação bem
medida. Até que o macaco chegou, melhor dizendo, o rei macaco mimado
Eddy chegou. Ai pronto, o angu embananou todo! Eddy dizia que aquele
era o reino dele e ninguém poderia dizer nada somente ele: “Eddy quer,
Edddy pode”. Já o Grande Igor com sua tromba empinada dizia: “ Nããão pode, bebidas, festas,
devassidade, Nããão pode.” E podre do Igor no meio dos dois para
mediar o conflito. Imaginem a cena, um macaco num lado no outro um
elefante e no meio uma formiga.
Todos assistiam esta
discussão até que...
continua...
quarta-feira, 18 de abril de 2012
FILME - Freud, além da alma
Sinopse
Romance biográfico dirigido por John Huston em 1962. O filme relata, de modo pseudo-biográfico, próprio surgimento da psicanálise ao relatar os primeiros passos Sigmund Freud pela busca do entendimento da psique. Relata o seu contato com Charcot no hospital psiquiátrico de Saltpêtrière, sua amizade de longa duração com o fisiologista Josef Breuer e os seus primeiros contatos clínicos, com destaque no caso de Cecily Koetner (personagem baseada em Bertha Pappenheim ou Anna O. como ficou conhecida)
Ficha Técnica
Freud, além da alma (Freud, the secret passion).
Direção: John Huston
Ano: 1962, EUA Duração: 139 min
Elenco principal
Montgomery Clip: Sigmund Freud
Susannah York: Cecily Koertner
Larry Parks: Josef Breuer
Susan Kohner: Martha Freud
Eileen Herlie: Frau Ida Koertner
Fernand Ledoux: Charcot
Assitir Online
segunda-feira, 16 de abril de 2012
FREUD E AS ARTES
Qual será a relação entre a teoria elaborada por Freud e as correntes literárias? O que podemos dizer sobre a influência das Artes na escrita do Freud e a influência do Freud no panorama das Artes? Quais foram os frutos decorrentes dessa fusão: psicanálise e arte? O documentário elaborado pelo programa Entrelinhas, em homenagem aos maiores gênios do século XX, tenta explicar estas questões. Segue abaixo os vídeos:
O NASCIMENTO DO EGO
por: Wallace
O Artista assim o fez: “Que haja luz!” A luminosidade banhou o quadro. As pradarias se iluminaram e o que parecia um entardecer de cores azulado, repentinamente, se transformou de um amanhecer de tons de amarelo. Houve o primeiro sorriso do Artista.
O Artista transbordava de alegria e assim o fez: de uma gota de azul-piscina fez nascer água que se transformou em lagos, que se transformou em rios, que se transformou em mares. E todo este azul misturado com o verde formou borrões minúsculos na tela, gerando a vida na relva. Produzindo desta forma sementes, produzindo árvores, produzindo bosques. O Artista sorriu novamente, refletiu sobre sua ação e assim houve o renascimento.
O Artista assim o fez: criou um luzeiro no céu, o qual, todas as cores da tela giravam em torno dele. E isto era verdade. A partir deste momento, houve o marco entre o tempo de trevas das imagens bucólicas e o tempo das festas, do traçado revivido. O Artista harmonizou sua composição, ampliou sua perspectiva e usou tintas a óleo e têmpera. Fez nascer à vida. A vida enchia as água, a vida enchia os ares, a vida enchia as terras. E isto era verdade.
A vida trazia perguntas, o Artista buscava respostas e assim o fez: fecundou as cores de sua paleta com pigmentos naturais produzidos de seus experimentos, multiplicou os traços acentuando-os e ligando-os de um lado a outro do desenho e por último fez pares antagônicos de cada imagem criada. E isto era verdade. O Artista olhou para sua obra, racionalizou seu intento e sorriu. No entanto, algo o incomodava. Algo que faltava? Sim, algo que só em eras e eras modernas, posteriormente, poderia ser alcançado.
O Artista assim o fez: criou o homem à imagem e semelhança de seu desejo. Um ser com cores metálicas e traços em movimento. Seu rosto era escuro, quase anônimo em comparação ao resto da tela. O Artista o colocou no centro do quadro, no primeiro plano. E em tudo em volta do homem começou a mudar, a ficar meio geometrizado, confuso e abstrato quase impessoal como ele. Surgiu o caos.
O Artista, pela salvação de sua obra, criou a mulher, imagem e semelhança de seu desejo. Entretanto, este ser construído de partes da paleta a qual criou o homem, se rebelou. Assumiu as mesmas cores e traços do homem, ficou quase impessoal.
O Artista, por exaustão e orgulho concluiu a sua obra. E viu, posteriormente, que era muito boa.
O Artista guardou seus pinceis, limpou seu godê e rasgou os rascunhos do desenho. Bebeu uma garrafinha de líquido esverdeado, acomodou se numa boa poltrona de veludo, praguejou o dia em que concluiu a sua obra e descansou para sempre de todo o seu trabalho.
domingo, 15 de abril de 2012
HISTÓRIA DA PSICANÁLISE - SIGMUND FREUD
Este vídeo introduz o universo da Psicanálise por meio da vida e obra de um de seus fundadores: Sigmund Freud. Segue abaixo o vídeo.
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